Empresário que tentou matar o pai vai a júri
De Miguel Santiago, publicado no diário da tarde, em 15 de Julho de 2002

Foto: Corbis 
O empresário Miguel Alen Romero, espanhol naturalizado brasileiro (54 anos, casado), que tentou matar o seu pai, o também empresário Manuel Alen Bravo (67 anos na época, casado) em meados de 1995, por causa de desentendimentos comerciais, será julgado pelo I Tribunal do Júri de Belo Horizonte na próxima segunda-feira, dia 22. A vítima faleceu de infarto do miocárdio, cinco anos após o crime, em 23 de Abril de 2.000, sendo cremado em São Paulo.

O julgamento ser&aacute; presidido pelo juiz Fernando Alvarenga Starling, devendo atuar na acusa&ccedil;&atilde;o o promotor Giovanni Mansur Solha Pantuzzo e, na defesa, o advogado Rui Caldas Pimenta. Na assist&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, contratado pela m&atilde;e do acusado, Rosa Romero Fernandez, vai atuar o advogado <b>Hezick &Aacute;lvares Filho</b>.
<h3>Tiros</h3>
Segundo a den&uacute;ncia apresentada pelo ent&atilde;o promotor Ant&ocirc;nio de P&aacute;dova Marchi J&uacute;nior (hoje procurador de Justi&ccedil;a), na tarde de 27 de maio de 1995, na avenida do contorno, 1.747, bairro Floresta, Miguel Alen Romero tentou matar seu pai, Manuel Alen Bravo, com dois tiros de rev&oacute;lver Taurus calibre 38, mas s&oacute; conseguiu acertar o para-brisa e a lataria do Fiat Tipo placa KBY-5078, que a v&iacute;tima estacionava na garagem da resid&ecirc;ncia, tendo ao lado sua mulher, Rosa Romero Fernandez.

Ainda de acordo com a den&uacute;ncia, ap&oacute;s o crime, o acusado abandonou rapidamente o local. H&aacute; um ano ele vinha amea&ccedil;ando de morte o pai, que havia ajuizado uma a&ccedil;&atilde;o de dissolu&ccedil;&atilde;o parcial de sociedade ligada ao ramo de ve&iacute;culos. Tr&ecirc;s anos ap&oacute;s o delito, em 17 de novembro de 1998, Manuel fez um testamento, deixando toda sua fortuna para a sua mulher e os filhos Jorge, Purificaci&oacute;n e Ismalia, excluindo dela o filho Miguel, que considerou como indigno de ser seu herdeiro, por causa da tentativa de homic&iacute;dio e de outras agress&otilde;es f&iacute;sicas.

Caso condenado, Miguel Alen Romero poder&aacute; ser condenado a uma pena vari&aacute;vel entre 12 e 30 anos de reclus&atilde;o, com diminui&ccedil;&atilde;o de um a dois ter&ccedil;os, pois est&aacute; enquadrado nas san&ccedil;&otilde;es do artigo 121, par&aacute;grafo 2&ordm;, inciso I, combinado com o artigo 14, inciso II, ambos do C&oacute;digo Penal (tentativa de homic&iacute;dio qualificado pelo motivo torpe).

Postado em 15/07/2002 por Atelier Online
 

 

 
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